sábado, 22 de dezembro de 2012

"... Meu alvinegro apressa o meu coração."



Fanatismo: s.m. Paixão cega que leva alguém a excessos em favor de uma religião, doutrina, partido etc. Dedicação excessiva.



Dizem que o fanatismo assola apenas os ignorantes. Dizem que o futebol é ópio do povo, não passa de um circo, já que nem pão há. E talvez tudo isso seja verdade, a segunda parte então, concordo em número, gênero e grau.

Mas eu estaria mentindo se dissesse que não sou fanática, apaixonada, louca por futebol, e acima deste, pelo meu time do coração. Time que canto o hino desde que aprendi a falar, time que me fez aos 7 anos ligar chorando pro meu pai pra perguntar se ele havia visto a final do Mundial de Clubes que fez do nosso Corinthians, campeão, time que tantas vezes me fez chorar desesperadamente seja na derrota ou na vitória, time que me faz aguentar diariamente encheções de saco repetitivas de torcedores alheios que tem fixação por ele.

Talvez eu seja mesmo uma ignorante por ser tão apaixonada pelo meu time alvinegro, talvez Armando de Salles Oliveira, Sócrates, Nietzsche e Marx não tenham muito orgulho da minha obsessão por um time de futebol, levando-se em conta minha posição social de aluna de uma universidade de ponta como a USP, talvez eu não esteja importando muito com a opinião alheia. Alias com certeza eu não me importo.

Se eu me importasse não sofreria com as risadinhas masculinas ao passar pela rua usando a camiseta do meu time, ou com as caras masculinas de desdém quando eu me intrometo ou participo de conversas sobre futebol, ou de ser uma tapa na cara de todas as pessoas que acham que futebol é “coisa de menino”.

E como bem lembrado por uma das minhas amigas (inclusive uma das colaboradoras do blog), esse ano foi um ano COMPLETAMENTE “Corinthiano”! E também por isso, um ano especial na minha vida! Sei que muitos não entenderão, me acharão estúpida, mas amigos, ouçam: Alguns são fanáticos por comida, por livros, por animais, por selos, por carros... eu sou pelo Corinthians.

Amor alheio não se entende, por isso não espero compreensão alheia.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Um novo ano, mas não uma nova primavera.



Não gosto de fazer um balancete sobre um ano que está acabando, para poder mudar no próximo ou evitar atitudes mal pensadas. Apenas fico conformado que um ano se inicia com a chance de eu receber novas chances de sorrir, amar e poder ter a fé no ser humano renovada!

Conheci pessoas maravilhosas, perdi amigos que o comodismo levou e tive a certeza de que quando a alma escolhe um semelhante pelo o que sente, é um acréscimo qualitativo na vida.

Gostaria de poder ser menor pessimista e otimista e ser mais realista, não me entregar aos perigos da mente que tanto brigo, encontrar a verdadeira felicidade e não levar a efemeridade pra vida. Ler mais, que é a minha única paixão. E amar alguém, mas amar da maneira mais intensa que há, consumindo os meus pensamentos e as minhas atitudes, pois sei que esse é o caminho para EU me amar.

Esse ano foi bom, não digo especial até porque não tive aquele brilho nos meus olhos que tanto almejo.



Sei que amei muitos, desamei outros, mas não é a minha primavera.



Que os meus devaneios depressivos sejam extintos e a minha razão seja mais liberal quanto ao meu coração.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

DoismileDOSE... de satisfação.




12/12/12. A última data repetitiva/cabalística do século merece ser a guardiã desse meu texto com certeza, já que ele fala justamente sobre o final desse maravilhoso ano. Final este, que está muito próximo agora.
Uau, que ano foi esse? Passei de uma menina com Ensino Médio completo para bixete de Gestão Ambiental na USP. Passei de uma namorada infeliz, para uma insatisfeita apressada e solitária, e então para uma moça que aprendeu a amar devagar, com calma, sem obrigações. Passei de uma garota inconformada com o mundo e as pessoas, para... ah não, continuo puta com as coisas erradas do sistema e das pessoas...
Foi um ano muito bom e marcante. Conheci muitas pessoas, me decepcionei com outras que ainda amo muito, conheci novos lugares, tive novas experiências. Sorri muito, dei uma quantidade relevante de abraços, me apaixonei mais de uma vez (como de costume), chorei um bocado, e fazendo um balanço, fui feliz a maior parte dele.
Dois mil e doze foi louco o suficiente pra me ensinar até como re-amar as pessoas! Diria que foi um ano de pura aprendizagem, foram diversas lições e hoje, 19 dias antes dele chegar ao fim, sei que sou uma pessoa muito melhor do que era 365 dias atrás.
Sempre me dou bem em anos pares, eles sempre são cheios de realizações e conquistas. Você deve achar que eu estou bem preocupada então, já que logo estaremos em um ano ímpar, e seguindo a minha lógica, devo ter um ano difícil... Mas não, uma luz em forma de pessoa que entrou na minha vida nesse intervalo anual, me ensinou depois de quase 20 anos, que devo viver com calma "Step by Step" sabe? 
Pois é, 2012 foi especial a ponto de me ensinar até, como lidar com o ano que ainda nem chegou.