sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Todo cacho tem sentimento!


Quem um dia foi capaz de ouvir a história do próprio cacho?

Perco-me em devaneios e quando não os beijo na fixação do sentimento, os meus cachos os abraçam e deixam que se tornem a própria célula, assim cada milímetro do seu caminho se trata de uma história.

Muitas vezes me vi sozinho no meio de todos e quando me perdi na imensidão do vazio, lá estavam, os meus cachos a me acolher e aceitar! Porém eles não são comportados, nunca desejaram ser previsíveis e de fácil interpretação, e para isso são incontroláveis e personificáveis!

Cada qual com a sua vida particular, onde elas são pedaços meus que não merecem ser jogados aos quatro ventos. Por isso são agarrados e guardados como pepitas de ouro, encontradas no meio de um montante de areia.

Toco-os para senti-los vivos e assim desenrolo cada aflição, cada momento pesado que não soube carregar, libertos no momento mais meditativo e simples.

São eles os meus confidentes, eles que tanto recusei, mas agora me abraçam com ternura e agarram meus monstros para eu poder aprendê-los na solidão.

E quem nunca teve um cacho para se guardar?