domingo, 14 de outubro de 2012

A utopia do amor




Utopia vem do termo grego "óu" (não) e "topos" (lugar). Significa literalmente "nenhum lugar". Corresponde a uma aspiração, sonho ou desejo sempre imaginário.

Veja que muitas pessoas amam, dizem que amam e outras até sentem, mas no meu caso não sei o que é.  Não digo que nunca amei, mas não sei o que é o amor que uma pessoa recebe da essência da outra. O que entendo de amor? Sei que não é uma paixão, que nada mais é do que uma bagunça de todas as emoções do indivíduo, ou do casal, com a predominância e intensificação do gostar. Amor é a mais pura declaração da essência através do olhar, é a preocupação, a liberdade, é o querer bem do outro... o amor é ter alguém  para compartilhar da sua vida e receber o que a outra tem para te ensinar.
Quando digo que já amei e ainda amo, é um amor de irmão, de amigo e de filho, um sentimento gerado pelo companheirismo, pela amizade, pela dor e pela diversão, mas se falo isso, se entende que um amor de outra pessoa não é válido, pelo contrário. O amor de outra pessoa também tem o que uma amizade gera, porém um amor de um casal é a expressão corpórea do companheirismo, a sensibilidade do olhar, o carinho sobre a dor e a presença física como salvação para toda a necessidade emotiva que uma tem pela outra. Amar é paixão, mas paixão eterna e controlada, como um remédio que você consome diariamente sem nunca perder o efeito.
Nunca amei alguém e não sei se amarei, pois o amor que busco e imagino é completamente fora do que já recebi, porém não é algo impossível, “Pra você guardei o amor que nunca soube dar...”, como Nandão e Ana já cantaram, é um amor que a pessoa nunca recebeu.  Não sou de escolher um amor, até porque não sei como acontece.
Pessoas hoje em dia se esqueceram do que é o amor e se camuflam através do que entendem por um relacionamento, muitas vezes mastigando algo que nem entendem para depois cuspir, já que o gosto é amargo.
Procuro um amor que me desperte para a vida, um que levante os meus revolucionários franceses, um amor pelo futuro igual o do Henfil, um amor genocida igual o de Hitler.

P.S.: Não aceito o nazismo e não o tenho como ideal, foi apenas uma referência metafórica.

Um comentário:

  1. Me ganhou no Hitler!
    Tem que ter coragem pra citá-lo, e entender o tipo de amor que ele sentia, apesar de seus atos atrozes.
    Texto tão completo que não sei se entendi o que você quis dizer, ou se fui levado para minha própria visão de amor. Só sei que gostei. Só sei que concordei.

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