Utopia vem do termo grego "óu" (não) e
"topos" (lugar). Significa literalmente "nenhum lugar".
Corresponde a uma aspiração, sonho ou desejo sempre imaginário.
Veja que muitas pessoas amam, dizem que amam e outras até
sentem, mas no meu caso não sei o que é.
Não digo que nunca amei, mas não sei o que é o amor que uma pessoa
recebe da essência da outra. O que entendo de amor? Sei que não é uma paixão,
que nada mais é do que uma bagunça de todas as emoções do indivíduo, ou do
casal, com a predominância e intensificação do gostar. Amor é a mais pura
declaração da essência através do olhar, é a preocupação, a liberdade, é o
querer bem do outro... o amor é ter alguém
para compartilhar da sua vida e receber o que a outra tem para te
ensinar.
Quando digo que já amei e ainda amo, é um amor de irmão, de
amigo e de filho, um sentimento gerado pelo companheirismo, pela amizade, pela
dor e pela diversão, mas se falo isso, se entende que um amor de outra pessoa
não é válido, pelo contrário. O amor de outra pessoa também tem o que uma
amizade gera, porém um amor de um casal é a expressão corpórea do
companheirismo, a sensibilidade do olhar, o carinho sobre a dor e a presença
física como salvação para toda a necessidade emotiva que uma tem pela outra.
Amar é paixão, mas paixão eterna e controlada, como um remédio que você consome
diariamente sem nunca perder o efeito.
Nunca amei alguém e não sei se amarei, pois o amor que busco
e imagino é completamente fora do que já recebi, porém não é algo impossível,
“Pra você guardei o amor que nunca soube dar...”, como Nandão e Ana já
cantaram, é um amor que a pessoa nunca recebeu.
Não sou de escolher um amor, até porque não sei como acontece.
Pessoas hoje em dia se esqueceram do que é o amor e se
camuflam através do que entendem por um relacionamento, muitas vezes mastigando
algo que nem entendem para depois cuspir, já que o gosto é amargo.
Procuro um amor que me desperte para a vida, um que levante
os meus revolucionários franceses, um amor pelo futuro igual o do Henfil, um amor
genocida igual o de Hitler.
P.S.: Não aceito o nazismo e não o tenho como ideal, foi
apenas uma referência metafórica.
Me ganhou no Hitler!
ResponderExcluirTem que ter coragem pra citá-lo, e entender o tipo de amor que ele sentia, apesar de seus atos atrozes.
Texto tão completo que não sei se entendi o que você quis dizer, ou se fui levado para minha própria visão de amor. Só sei que gostei. Só sei que concordei.