Não sei onde me perdi... quem sabe nunca me achei?
Vejo pessoas andando de um lado
ao outro, se trocando e buscando a roupa que mais se enquadra para a situação,
pessoas bebendo e deixando que o líquido com a substância tão descontroladora
quanto um comprimido para insônia, que o dopa, o domine...
Porém vejo uma pessoa, sim no
singular, não sabendo o que fazer com a própria presença que se apaga e não
solta nenhuma faísca. Essa pessoa sou eu! Agora o que faço com a matéria que
está inerente no espaço-tempo, apenas absorvendo dos próprios não-sentimentos
gerados de presenças efêmeras e alegorias,
preparadas para elevar ao nível mais sublime de gozo dos demais
sobreviventes, da própria sentimentação? Deixo-me inerte, pois logo mais não
será preciso esconder a minha não felicidade.
Chegado o momento, não sou capaz
de formular pensamentos. Estou morto? Não! Sei que respiro e vejo pessoas ao
meu redor, mas não estou vivo.
Mas...
Descobri o segredo de viver,
sim! agora sei que não posso mais levar o que passa por mim e pela minha pele
puxando-a aos poucos para o fim do que hoje afirmo que é passageiro, devo de
fato viver!
Sinto-me queimar, talvez seja a
minha essência gritando, agora que foi descoberta dentre sentimentos vagos e
pouco solucionados.
Não, não me perdi, mas a minha
essência se escondeu para eu acha-la e descobrir qual o sentido da minha vida!
Adeus mundo resolvi viver!
Nenhum comentário:
Postar um comentário