sábado, 17 de novembro de 2012

Um café, por favor


Esqueci que os sentimentos gostam de brincar, feito ninfas e diabretes infantis. Brincar de esconde-esconde sumindo e deixando a razão confusa, sentindo-se fria e ‘desafetuosa’ e, pega-pega pra ver qual é a emoção mais intensa que pode surgir, bagunçando todo um ser devidamente harmonioso com toda a sua cautela de presa.

O café me esquenta, junto do olhar amoroso que vejo em um casal acolá, mas não o mantenho por muito tempo, são apenas momentos de acalento e ainda não aprendi como gerá-los... pra falar a verdade eu sei sim, mas pode ser estupidez minha tentar algo, sem nunca ter sentido, como se criar um sentimento materno sem nunca ter tido um filho, ou uma criança para isso.

Um livro me resta no momento, sim! um livro para me afugentar dessa realidade psicodélica e descolorida, mas um livro em branco eu desejo para assim preenchê-lo com todos os meus sentimentos gerados da mais sincera doçura, mas abortados no mais puro susto. Um livro é o que desejo. Clarice me chama, uma bruxa me falaram que ela foi, mas uma bruxa que eu aceito e a abraço, pois sinto a dor dela, a... distorção e aceitação da realidade que ela consegue reproduzir...

No fundo o meu problema é o afeto, mas afinal o que é afeto?!


a.fe.to
sm (lat affectu) 1 Sentimento de afeição ou inclinação para alguém. 2 Amizade, paixão, simpatia. adj 1 Afeiçoado. 2 Entregue ao estudo, ao exame ou à decisão de alguém: Essa função está afeta à Assembléia.


Não, não é afeto que me falta, mas é... me entende? Não consigo justificar o que sinto, o café já esfriou e o livro já me deu sono, nem Clarice me acalenta mais, então o que tenho? Não é problema, pois não posso pô-lo em tal patamar. Enfim não sei.

Mais café, por favor.




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